
Caleb Shomo abre o jogo sobre religião, sexualidade e Beartooth
Vocalista do Beartooth falou sobre a criação religiosa, o processo de se assumir gay e como Pure Ecstasy deve refletir uma fase mais honesta da banda.
Caleb Shomo, voz e mente por trás do Beartooth, abriu um capítulo bem pessoal em sua participação no podcast Disrespectfully. O vocalista falou sobre a criação religiosa, as ideias que recebeu sobre ser gay e como tudo isso virou uma barreira pesada no caminho até se assumir publicamente no fim de maio.
Shomo contou que cresceu em uma família profundamente cristã e que, naquele ambiente, aprendeu a enxergar a própria sexualidade como algo que deveria ser combatido. Ele também lembrou da cena cristã dos anos 2000, onde circulava ainda adolescente, como parte desse pacote de pressão e culpa.
Ser gay era tratado como uma doença que poderia ser curada com oração.
O papo ainda passou por memórias de infância, pressão para esconder seu lado feminino e a dificuldade de entender quem ele era enquanto tentava seguir um roteiro que não fechava com sua vida real. É o tipo de entrevista que bate forte porque mostra o peso por trás de muita letra que fã de Beartooth já gritou no peito.
Agora, Shomo mira Pure Ecstasy como um disco em que aparece de forma mais direta. Segundo ele, o produtor Jordan Fish o incentivou a escrever sem se esconder atrás de termos vagos, o que coloca o próximo álbum do Beartooth como uma fase de catarse, verdade e porradaria emocional.

